Sorria pra vida

4 de setembro de 2015

Metade de Abril. Em um dia eu acordo com a cama vazia, o coração frio, os classificados de emprego me esperando e um café gelado em cima da mesa. Fim de Abril. Algumas coisas mudaram. Acordo com os pés emaranhados por dois pãezinhos que os enlaçam, coração quentinho e um emprego novinho em folha me esperando as oito da matina. Ganho um chamego, uma fungada no pescoço, encontro em cima da mesa café fresco, pão e uma variedade de geleias. Quando foi que a vida mudou? A vida parece ter virado do avesso, do avesso do avesso. Engraçado, ou destino. Ou acaso, ou motivo. Acho que foi entre o dia 12 e 16, parei de reclamar, por escolha. Me desafiei a não reclamar mesmo que batesse o dedinho na quina mil vezes. Comecei a sorrir pra vida mesmo aquela sendo a semana mais chuvosa do ano. E não é que deu certo? A vida sorriu de volta pra mim, entrou nos trilhos e saiu por aí fazendo piuíííí feliz da vida. Acho que quando a gente toma uma decisão que vem de dentro e para de achar defeito nos pingos grossos de chuva que na verdade são bençãos lavando toda a sujeira do mundo, conseguimos ver as pistas que a vida dá silenciosamente. Parei de pedir comida e resolvi sair em busca de restaurantes novos e charmosinhos, voltei pra casa com as mãos cheias de macarrão chinês, umas verduras que não iria comer e um par de mãos para me ajudar com as sacolas e com a solidão entre meus dedos. Quando você abre um sorriso alguém sempre lhe sorri de volta, portanto, sorria pra vida!
(Isadora Markus)

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