CERTEZA?

19 de novembro de 2012

"A gente tem o estranho costume de querer ter certeza de tudo. Por isso os homens do tempo, as agendas abarrotadas, despertadores. Tem coisas de que a gente não 
tem certeza e tem medo, e algumas simplesmente deixamos que nos levem, que nos 
tirem um pouco do afobamento do trânsito. Permitimos que nos raptem 
um pouco de nossos mundos, nos levem para outra dimensão. Já tive muitas certezas 
na vida e algumas delas viraram incertezas. 
Certeza é não saber. Nem tudo que é certo, que se está certo, que se programa, diagrama 
é certeza. Certeza é um dia nublado, onde não sabemos se o sol vai raiar ou a chuva 
se esborrachar das nuvens. Um sábado a tarde pode vir recheado de certezas e no
 final subir ao lugar mais alto do pódio. De todas as certezas que tive as minhas favoritas
 foram as que não deram certo, as que me surpreenderam, me pegaram desprevenida, 
me puxaram pela mão e me levaram para ver o mar. No horizonte o discernimento 
flui melhor, as palavras calam e o silêncio emoldura toda e qualquer dúvida de que a 
única certeza é o aqui e agora. Quando joguei pela janela a certeza e empurrei o 
medo escada abaixo me permitir viver a coisa mais pura e simples da minha vida. 
Acho que tinha gosto de mel, mas o cheiro ainda é o mesmo. De quantas certezas a vida
 é feita? De quantas delas precisamos pra viver? Deixo estar!"
(IsadoraMarkus) 
05/07/2010 (direto do túnel do tempo blog antigo)



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